sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O ROSÁRIO


      Modo de rezar: Leia o título do mistério, reze 1 Pai-nosso, 10 vezes a Ave-Maria e 1 Glória ao Pai, e passe para o mistério seguinte. Para terminar o terço, reze a Salve-Rainha, depois 1 Pai-nosso, 1 Ave-Maria e 1 Glória ao Pai pelo Papa e pelas necessidades da Igreja, na intenção de receber as indulgências anexas ao terço, e termine rezando o Creio. Após cada mistério, reze esta oração ensinada pela Virgem Maria, em Fátima:

Ó MEU JESUS, PERDOAI-NOS E LIVRAI-NOS DO FOGO DO INFERNO, LEVAI AS ALMAS TODAS PARA O CÉU E SOCORREI PRINCIPALMENTE AS QUE MAIS PRECISAREM DE VOSSA INFINITA MISERICÓRDIA. AMÉM.


        MISTÉRIOS GOZOSOS: segundas e sábados.




1 – No primeiro mistério gozoso contemplamos a anunciação do Anjo a N. Senhora, dizendo-lhe que ela ia ser a Mãe de Jesus, Deus-homem verdadeiro.
2 – No segundo mistério gozoso contemplamos a visita de N. Senhora à sua prima Santa Isabel.
3 – No terceiro mistério gozoso contemplamos o nascimento de Jesus numa gruta de Belém
4 – No quarto mistério gozoso contemplamos a apresentação de Jesus no templo e a purificação ritual de N. Senhora.
5 – No quinto mistério gozoso contemplamos a perda e o encontro de Jesus no templo.

    MISTÉRIOS DOLOROSOS: terças e sextas-feiras





1 – No primeiro mistério doloroso contemplamos a agonia de Jesus no Horto das Oliveiras.
2 – No segundo mistério doloroso contemplamos a flagelação de Jesus.
3 – No terceiro mistério doloroso contemplamos como Jesus foi coroado de espinhos.
4 – No quarto mistério doloroso contemplamos como Jesus subiu o calvário levando a pesada cruz
5 – No quinto mistério doloroso contemplamos a crucifixão e morte de Jesus no Calvário, entre dois ladrões.

       MISTÉRIOS GLORIOSOS: quartas e domingos.




1 – No primeiro mistério glorioso contemplamos a ressurreição de Jesus.
2 – No segundo mistério glorioso contemplamos a ascensão de Jesus.
3 – No terceiro mistério glorioso contemplamos a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos acompanhados da Virgem Maria e aos demais discípulos.
4 – No quarto mistério glorioso contemplamos a assunção de Maria ao Céu.
5 – No quinto mistério glorioso contemplamos a coroação de Maria no Céu, como Rainha.


                MISTÉRIOS LUMINOSOS: quintas feiras



1 – No primeiro mistério luminoso contemplamos o batismo de Jesus
2 – No segundo mistério luminoso contemplamos como nas Bodas de Caná Jesus muda a água em vinho pela intercessão de Maria.
3 – No terceiro mistério luminoso contemplamos como Jesus anuncia o seu Reino, pela pregação e pelos milagres
4 – No quarto mistério luminoso contemplamos como Jesus se transfigura no Monte Tabor
5 – No quinto mistério luminoso contemplamos como Jesus instituiu a Eucaristia, na Santa Ceia.

MISTÉRIOS EXTRAS, REZADOS PELOS EREMITAS DE JESUS MISERICORDIOSO (não foram apresentados ainda para a aprovação eclesiástica, mas são bonitos de se rezar e meditar).

MISTÉRIOS JUBILOSOS: rezar como complemento ao rosário.
1 – No primeiro mistério jubiloso contemplamos o nascimento de Maria
2 – No segundo mistério jubiloso contemplamos como a sagrada família acolheu os pastores e os magos (os marginalizados) ao presépio de Jesus.
3 – No terceiro mistério jubiloso contemplamos como a Sagrada Família teve de fugir para o Egito por causa da perseguição de Herodes.
4 – No quarto mistério jubiloso contemplamos o Bar-mitzvá de Jesus (cerimônia em que o adolescente era recebido no templo como alguém que começava a ser responsável pelos seus atos).
5 – No quinto mistério jubiloso contemplamos como os anjos alimentaram Jesus após quarenta dias de jejum e tentação no deserto.

MISTÉRIOS COMPLEMENTARES: rezar como complemento ao rosário

1 – No primeiro mistério complementar contemplamos o casamento de Maria e José
2 – No segundo mistério complementar contemplamos a circuncisão de Jesus.
3 – No terceiro mistério complementar contemplamos as dores de Jesus e Maria.
4 – No quarto mistério complementar contemplamos as alegrias de Jesus e Maria.
5 – No quinto mistério complementar contemplamos o triunfo de Maria em todos os lugares onde ela ainda não é amada, principalmente nas prisões e nas denominações religiosas que a desprezam.


14 - PAI NOSSO DOS PRESIDIÁRIOS

Pai nosso que estás nos céus. olha para nós que somos reus.
Venha a nós a liberdade, segundo a tua santa vontade.
Assim na terra como no céu, estende sobre nós o teu santo véu.
O pão nosso de cada dia dá-nos hoje, Senhor.
Reparte conosco um pouco do pão do teu amor.
Perdoa a nossa maldade, assim como nós perdoamos a hipocrisia da sociedade.
Não nos deixes cair em outra contravenção, para que não voltemos a
sofrer tanta humilhação.
Em nossa ausência, proteje nossos lares, enxuga as lágrimas de nossos
familiares.
Confiamos em Ti e na tua justiça também, pois Tu és o juiz dos
juizes, para sempre amém.




VIVER DE AMOR


25/02/14



(baseada na poesia de mesmo nome de Santa Teresinha do Menino Jesus).

Vivo de amor,
sem nenhum temor.
Esqueço-me dos pecados
feitos no passado,
perdoados pelo Senhor,
deles,
nenhum vestígio sobrou.
O amor, a todos eles queimou!
Oh, divina chama!
Oh, fornalha amada!
Em tuas labaredas benditas,
mais doces que o mel,
queimo do pecado o fel,
nela fixo minha morada!

Oh, alimento amigo!
Já não mais me dás vigor!
Se ainda até agora vivo,
é porque vivo de amor!





domingo, 27 de março de 2016

DIANTE DE VÓS, SENHOR!



Nesta humilde capela,
sozinho neste doce silêncio,
eu me coloco, Senhor,
diante de vós.

Coloco a vós o meu dia,
a minha vida,
o meu amor,
o meu trabalho,
tudo o que passo e o que já passei,
as lágrimas que chorei,
o canto que cantei,
o sorriso que sorri,
as alegrias que já senti.

Diante de vós, Senhor,
Diante deste singelo sacrário,
eu me sinto bem,
eu me sinto amado,
eu me isolo de tudo,
para de todos aproximar-me,
nesta oração silente,
e a vós me uno.

Muitas vezes as palavra me faltam,
as fantasias me assaltam,
a mente paira no espaço,
talvez...fruto do cansaço,
mas eu me retorno.
Eu me concentro.
Eu volto a vos olhar.

Vossa bondade imensa, Senhor,
me comove e me sonda,
me perdoa e me redime,
me envolve de luz,
de amor e de perdão.

Nesta hora tão sublime,
tudo se transforma:
as lágrimas não existem,
os sofrimentos não me atingem,
as angústias não persistem,
a paz me envolve,
a alegria me comove,
o amor me inflama.

O mundo continua imundo,
os homens continuam as guerras,
a humanidade age como as feras,
a ingratidão é algo profundo.
Pego tudo isso em minhas mãos
e vos ofereço em oração.

Se as pessoas soubessem, Senhor,
como é grande o vosso amor,
como é ungido o vosso perdão,
como apascentais nosso coração,
tudo seria diferente!
E o mundo, arrependido,
tomaria novo rumo,
o caminho do vosso coração!

( 25/11/2012)

POESIA STA. TERESA D'ÁVILA 03



Sobre aquelas palavras: “Dilectus meus mihi”


Entreguei-me toda, e assim

Os corações se hão trocado:

Meu Amado é para mim,

E eu sou para meu Amado.




Quando o doce Caçador

Me atingiu com sua seta,

Nos meigos braços do Amor

Minh’alma aninhou-se, quieta.




E a vida em outra, seleta,

Totalmente se há trocado:

Meu Amado é para mim,

E eu sou para meu Amado.




Era aquela seta eleita

Ervada em sucos de amor,

E minha alma ficou feita

Uma com o seu Criador.




Já não quero eu outro amor,

Que a Deus me tenho entregado:

Meu Amado é para mim,

E eu sou para meu Amado.







Colóquio amoroso


Deus meu, se o amor que me tendes

É como o amor que vos tenho,

Dizei: por que me detenho?

Ou Vós, por que vos detendes?




- Alma, que queres de mim?

- Deus meu, não mais do que ver-vos.

- E tu temes? Como assim?

O que mais temo é perder-vos.




Uma alma em Deus escondida,

Que mais tem que desejar?

Senão sempre amar e amar,

E, no amor toda incendida,

Tornar-vos de novo a amar?




Oh! dai-me, Deus meu, carinho!

Oh! dai-me amor abrasado,

E eu farei um doce ninho

Onde for de vosso agrado.







Feliz o que ama a Deus








Ditoso o coração enamorado

Que só em Deus coloca o pensamento;

Por Ele renuncia a todo o criado,

Nele acha glória, paz, contentamento.




Vive até de si mesmo descuidado,

Pois no seu Deus traz todo o seu intento.

E assim transpõe sereno e jubiloso

As ondas deste mas tempestuoso.





Formosura de Deus








Formosura que excedeis

A todas as formosuras.

Sem magoar, dor fazeis

Como sem dor desfazeis

O amor das criaturas.




Oh! laço, que assim juntais

Duas coisas sem igual!

Não sei porque desatais

Pois atando força dais

A ter por bem o que é mal.




Vós juntais quem não tem ser

Com o ser que não acaba.

Sem acabar, acabais,

Sem ter que amar, Vós amais

E engrandeceis nosso nada.







Ais do Destino








Sem Ti como é triste,

Meu Deus, o viver!

Com ânsias de ver-te,

Desejo morrer!




Ai! Como na terra

Longa é nossa estrada!

É duro desterro,

Penosa morada;

Leva-me daqui,

Senhor de meu ser!

Com ânsias de ver-te,

Desejo morrer!




Ai! Mundo tão triste

Em que me perdi!

Pois a alma não vive

Se longe de ti.

Meu doce Tesouro,

Que amargo sofrer!

Com ânsias de ver-te,

Desejo morrer!




Ó morte benigna

Põe termo a meus males!

Só tu, com teus golpes

Tão doces, nos vales.

Que ventura, ó Amado,

Contigo viver!

Com ânsias de ver-te,

Desejo morrer!




O amor que é mundano

Se apega a esta vida;

Mas o amor divino

À outra nos convida.

Sem Ti, Deus eterno,

Quem pode viver?

Com ânsias de ver-te,

Desejo morrer!




A vida terrena

É engano bem triste;

Vida verdadeira

Só no Céu existe.

Deus meu, lá, contigo,

Oh! dá-me viver!

Com ânsias de ver-te,

Desejo morrer!




Quem é que ante a morte,

Deus meu, teme, aflito,

Se alcança por ela

Um gozo infinito?

Oh! sim o de amar-te

Sem mais te perder!

Com ânsias de ver-te,

Desejo morrer!




Ai! Minha alma geme

Tristissimamente…

Quem de seu Amado

Pode estar ausente?

Acabe depressa

Tão duro sofrer!

Com ânsias de ver-te,

Desejo morrer!




O peixe colhido

No anzol fraudulento

Encontra na morte

O fim do tormento.

Ai! Gemo e definho,

Bem meu, sem te ver,

Com ânsias de ver-te,

Desejo morrer!




Em vão te procuro,

Pois nunca te vejo;

Jamais alivias,

Senhor, meu desejo.

Ah! isto me inflama

E obriga a gemer:

Com ânsias de ver-te,

Desejo morrer!




Ai! Quando a meu peito

Vens na Eucaristia,

Deus meu, logo temo

Perder-te algum dia;

Tal pena me aflige

E impele a dizer:

Com ânsias de ver-te,

Desejo morrer!




Põe termo a estas penas,

Senhor, e retira

Do exílio esta serva

Que por Ti suspira.

Quebrados meus ferros,

Feliz irei ser.

Com ânsias de ver-te,

Desejo morrer!




Mas justo é que eu sofra

Por tantas ofensas,

E expie meus erros

E culpas imensas.

Ai! Logre meu pranto

Fazer-te entender

Que em ânsias te ver-te,

Desejo morrer!